Faculdade de Teologia

Avenida Paulista, 777 15º andar Bairro: Bela Vista CEP 01311-100 Fone: 011 3717 4007 - São Paulo - Capital

Faculdade Teológica - Faculdade de Teologia - Cursos de Teologia - Cursos de Teologia à Distância - Cursos de Psicanálise - Cursos de Formação em Psicanálise - Psicanálise à Distância

 

“DEUS DESAFIA-NOS

Analisemos agora a forma como Deus nos desafia a coloca-Lo à prova por seguirmos estes exemplos bíblicos do dízimo. Este desafio é apresentado em Malaquias 3.7-12. Deus está a falar a Israel: “Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatutos e não os guardastes; tornai-vos para mim e eu vos tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos. Mas vós dizeis: Em que havemos de tornar? Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas.” Note-se que reter a parte consagrada a Deus é chamado “roubar a Deus”. Muitos de nós nunca roubamos ninguém, mas podemos ser culpados de roubar a Deus. Depois, Deus diz a Israel o resultado de O roubarem e aponta de seguida a solução. “Como maldição sois amaldiçoados, porque me roubais a mim, vós, toda a nação. [Depois, aponta a solução]. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.”(Malaquias 3.9-10). Em que condição Deus promete a bênção? Quando trazemos todos os dízimos à casa do tesouro. Ele diz: “Fazei prova de mim. Vede se não cumprirei o que vos prometo.” Deus exige que O testemos com as nossas finanças; por outras palavras, devemos agir em fé. Por fim, fala de mais resultados: “E por causa de vós repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide do campo vos não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 3.11-12). Deus diz: “Se me honrardes assim, derramarei sobre vós uma bênção tal que não haverá espaço para a conter. Evitarei a peste, evitarei que o Devorador consuma tudo quanto seja vosso e todas as nações olharão para vós e dirão: “Que povo abençoado! Deus realmente os abençoou e os fez prosperar.” Tudo isto é prometido em resultado de trazermos todos os dízimos à casa do tesouro. Resumamos os quatros pontos desta passagem. Primeiro, durante mais de mil anos, Deus manteve um registro das ofertas de Israel. Mais de mil anos antes, exigira que o povo Lhe desse o dízimo e depois a certa altura, diz: “Fiz um registro das vossas ações. Vocês roubaram-me.” Lembremo-nos, pois, que Deus guarda um registro. Segundo, reter a porção de Deus é roubo. Não roubo dos homens mas roubo de Deus e isso traz maldição a quem age assim. Por outro lado, terceiro ponto, o dízimo fiel traz bênção. Através dos resultados Deus é glorificado na bênção que vem sobre o Seu povo. Por último, dizimar é um teste à nossa fé e à fidelidade de Deus. Mas notemos que deve ser feito em fé. Consideremos em que consiste a casa do tesouro nesta passagem. Gostaria de ilustrar com um exemplo natural. O que é a casa do tesouro? São duas coisas: primeiro, é o local onde obtemos os alimentos que ingerimos; e segundo, é o local onde obtemos as sementes para as searas futuras. Como cristãos, recebemos o nosso alimento espiritual de uma certa fonte ou fontes e provavelmente recebemos da mesma fonte semente para semear na vida de outros. A minha idéia é que seja qual for essa fonte, ela é a nossa casa do tesouro. Devemos entregar os nossos dízimos. Se pertences a uma igreja local que satisfaz essas necessidades, então ela é a tua casa do tesouro. Sê fiel a dizimar aí. Deixem-me compartilhar uma pequena parábola, que procurarei não interpretar. Por norma, não comemos no Farroupilha e pagamos a conta no Mc Donald. Meditem nisto e penso que a interpretarão por vós mesmos. Compreendemos que o dízimo não é tudo quanto tem a ver com as ofertas dadas a Deus; é apenas o princípio. O dízimo estabelece um alicerce para a nossa oferta contínua e sistemática a Deus. A Bíblia também fala de ofertas de duas outras grandes categorias: ofertas alçadas e voluntárias. Realmente, não oferecemos o nosso dízimo a Deus, porque essa é a Sua porção legal. Mas, além do nosso dízimo, o que damos são ofertas. Vejamos todas as opções que Israel tinha no campo das ofertas, conforme vem registrado em Deuteronômio 12.6: “… trareis os vossos holocaustos e os vossos sacrifícios e os vossos dízimos e a oferta alçada da vossa mão e os vossos votos e as vossas ofertas voluntárias e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas.” Há dízimos e mais seis tipos específicos de ofertas: holocaustos, sacrifícios, oferta alçada, votos, ofertas voluntárias e os primogênitos do gado. Por outras palavras, há uma grande variedade de diferentes tipos de ofertas que podemos dar a Deus. Mas não oferecemos os nossos dízimos, apenas devolvemos a Deus aquilo que é a Sua porção bíblica. A par das ofertas, há aquilo que a Bíblia chama de “esmolas”. Isto não é o que damos a Deus, mas o que damos aos necessitados, aos pobres e aflitos. A Bíblia tem muito mais a dizer sobre as ofertas aos pobres do que aquilo que muitos cristãos jamais ouviram. Foca o que Jesus diz em Lucas 12.32-34: “Não temos, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino. Vendei o que tendes e dai esmolas, fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, onde não chega ladrão e a traça não rói. Porque onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.” Onde pusermos o nosso dinheiro, aí está o nosso coração. Não podemos ter o nosso dinheiro num sítio e o coração noutro. Jesus diz: “Agi como filhos de um Rei. Vosso Pai deu-vos o reino para poderdes ser generosos. Dai aos pobres, colocai o vosso tesouro no céu.” Em Eclesiastes 11.1-2, há outro quadro maravilhoso do que fazemos quando damos aos pobres. “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra.” Espero que percebam onde o versículo quer chegar. Quando dás aos pobres, estás a firmar um seguro com Deus. O escritor diz: “Dá a sete”; esse é o teu dever; “e ainda até oito”, ou seja, vai um pouco além do teu dever, “porque não sabes que mal haverá sobre a terra.” Por outras palavras, se fizeres com o teu dinheiro o que Deus diz, Ele tomará conta de ti quando o desastre chegar. Essa é a Sua garantia e essa é a tua apólice de seguro. Dar é uma garantia contra os tempos maus. Considera o testemunho de Oswald J. Smith que durante muitos anos pastoreou a People’s Church, em Toronto, Canadá. Durante a Depressão, centenas de pessoas em necessidade apareciam todos os dias no seu gabinete pedindo ajuda financeira da Igreja. Ele disse que ajudou centenas, mas também confessou que confirmou junto de cada se tal pessoa havia sido fiel no seu dízimo a Deus, e afirmou que em toda a sua experiência, nenhum dos que lhe pediu ajuda fora fiel no dízimo. Concluiu que Deus cuidou de todos os dizimistas fiéis.

 
 
 
 
 
Segurança

VEJA ABAIXO TODOS OS CURSOS OFERECIDOS PELA FACULDADE DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DE SÃO PAULO